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Auditório
do Centro de Artes, 22 Julho 2008,
23h30.
A que soa Moriarty? É simples: “um sofá
de veludo, uma catedral subterrânea, a
taiga russa, um comboio no campo”. Assim
se definem os Moriarty no Myspace e
metáforas oníricas parece mesmo ser a
ferramenta ideal para descrevê-los.
Tomando um nome com ecos múltiplos no
nosso imaginário (do arqui-rival de
Sherlock Holmes ao protogonista do
romance “On the Road”, de Jack Kerouac),
a banda Moriarty, formada em Paris no
virar do milénio, flutua entre os
géneros folk, country, blues e cabaret,
produzindo baladas que são filmes
completos de três minutos. Na voz está a
maravilhosa Rosemary Moriarty, uma
espécie de Joan Baez que cantasse letras
de Lewis Carroll. Acompanha-a em
harmónica, baixo, guitarras, contrabaixo
e outros instrumentos uma formação base
de quatro músicos com raízes nos EUA, e
que, à semelhança dos Ramones, assumem
todos o apelido artístico Moriarty.
Depois de tocar num dos santuários da
indie europeia, Benicassim, Moriarty
está em Sines com o seu álbum de estreia
“Gee Whiz, but this a Lonesome Town”
(2007), para a sua primeira apresentação
em Portugal. |