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Orchestra Baobab
[Senegal] |
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Com os ouvidos em Cuba, uma das bandas
fundadoras da pop africana. |
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Castelo,
24 Julho 2008, 00h30.
Nos anos
70, a classe dirigente de Dakar gostava
de descontrair no clube da moda
conhecido por ter um bar em forma de
tronco de “baobab”, a espectacular
árvore africana entre nós mais conhecida
por embondeiro. Um dos motivos do
sucesso do clube era o grupo de músicos
residentes, a Orchestra Baobab, banda
pioneira da pop africana. Os ritmos
afro-cubanos em que assentava o seu som
não eram originais (a música de Cuba
dominava a África Ocidental desde o
final dos anos 40), mas o modo como a
orquestra a fundia com a rumba
congolesa, o “high life” ganês, canções
em crioulo do português e um amplo leque
de ritmos locais nunca mais teria
paralelo. No final do séc. XX, com a
música senegalesa dominada pelo mbalax,
a orquestra fez um interregno. Voltou a
ouvir-se já no novo século, com
aclamação internacional. Em 2003, venceu
dois prémios da BBC Radio 3 (melhor
grupo africano e melhor álbum do ano) e
foi nomeada para um Grammy. No final de
2007 gravou o irresistível “Made in
Dakar”, um dos discos do ano para a BBC
e para todos os amantes de música
africana. |
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Lista de músicos
Rudy Gomis, voz, maracas e clave
Assane Mboup, voz
Ndouga Dieng, voz
Balla Sidibe, voz, tímbales e tambores
Barthélemy Attisso, guitar (chefe da orquestra)
Latfi Benjeloun, guitarra
Issa Cissoko, sax tenor e sax alto
Thierno Koite, sax alto
Charlie Ndiaye, guitarra baixo
Mountaga Koite, congas e bateria
Fotos (c) Youri Lenquette
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