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Castelo,
23 Julho 2008, 21h30.
Filho de enfermeiros, Waldemar Bastos
passou a infância vendo como os seus
pais tratavam o corpo dos angolanos.
Hoje, a sua música cheia de esperança
trata os males da alma de todos quantos
a escutam no mundo. Nascido em 1954, a
vida de Waldemar tem as marcas da
história do seu país. Durante a ditadura
de Salazar, foi preso pela PIDE. Depois
da independência, com o eclodir da
guerra, decidiu sair de Angola. Após
1982 viveu quase sempre em Portugal, mas
foi no Brasil, com a ajuda de músicos
como Chico Buarque, que gravou o
primeiro disco, “Estamos Juntos”. Lisboa
é cenário de outro momento decisivo. Em
1996, conhece David Byrne, que lhe
proporciona verdadeira projecção
internacional com a gravação de
“Pretaluz” na editora Luaka Bop. O disco
será considerado um dos melhores da
década pelo The New York Times. Um dos
mais universalistas músicos mundiais,
ponte privilegiada entre as tradições
africana, europeia e brasileira,
Waldemar é, há mais de uma década, um
dos nomes mais importantes do circuito
da “world music”. O festival entra, pela
sua mão, no palco mágico do Castelo. |